vôo

Atraso e cancelamento de vôo vem sendo um tema muito comentado, devido a grande quantidade de pessoas que infelizmente passam por essa situação todos os dias. Mas hoje eu decidi contar para vocês mais uma delas, que aconteceu comigo.

Primeiro, acho interessante mencionar que antigamente, na época dos meus avós e até dos meus pais, viajar de avião era para pessoas ricas, com poder econômico para pagar por elas.

No entanto, a partir do ano 2000 muita coisa mudou. As passagens ficaram mais baratas e acessíveis a população em geral E também aumentou gradativamente a renda das famílias brasileiras.

Foi por estes tantos motivos que comecei a viajar de avião apenas com 18 anos. Minha primeira viajem foi para visitar o meu namorado (na época) e meu marido atualmente, aqui em São Paulo.

Antes mesmo de me casar, viajar já era um grande prazer para a minha família, mesmo que indo visitar cidades históricas próximas a Belo Horizonte ou mesmo para o Espírito Santo. Mas depois que me casei, eu e meu marido sempre viajamos e, nunca passamos um perrengue tão grande quanto esta história.

A viagem

Em 2017 meu marido e eu decidimos visitar Machu Picchu e Cusco no Peru. Para isso, compramos duas passagens para quatro trechos: dois de ida (São Paulo-Lima e Lima-Cusco) e dois de volta (Cusco-Lima e Lima-São Paulo) pela Latam, que tinha acabado de se tornar efetivamente Latam, na junção entre Lan e Tam.

Na ida tudo ótimo e perfeito. A viagem em si foi fantástica, muito boa comida e lugares incríveis. Recomendamos!

No entanto, a volta foi um caso a parte.

O problema número 1 – O atraso do vôo

Tudo começou em Cusco, quando embarcaríamos para a volta a São Paulo às 5h00 da manhã, mas infelizmente não foi isso o que aconteceu. Conseguimos embarcar apenas quase às 7h00 e já começamos a ficar bem preocupados com a conexão às 9h00 em Lima.

Importante também lembrar que quase todo o avião era composto por brasileiros que iriam pegar essa conexão, então não estávamos sozinhos nessa.

Resumindo, não conseguimos pegar a nossa conexão em Lima, perdemos o vôo por culpa da prestadora de serviços de transporte. Esse foi o problema número 1.

O problema número 2 – O cancelamento do vôo

Quando chegamos em Lima, tivemos que retirar nossas bagagens e voltar ao checkin da empresa para agendar um novo vôo. Quem chegou primeiro conseguiu embarcar direto no mesmo dia, mas não foi essa a sorte de todos nós.

Isso porque quando chegou a nossa vez, quase às 10h00 da manhã daquele dia, nos indicaram um vôo de Lima para Santiago (Chile) que sairia naquele dia às 22h00 e pouco da noite e outro de Santiago (Chile) para o Brasil que sairia às 6h00 do outro dia. Assim, a previsão era chegar em São Paulo mais ou menos às 10h00 do outro dia.

Depois de muita insistência, resolvemos aceitar esse vôo.

Recebemos uma reserva em um hotel ao lado do aeroporto, 5 estrelas, com jantar e tudo mais. Bem, nada que não fosse o correto dentro da lei. Conseguimos descansar um pouco e no horário marcado fizemos o nosso check-in e voamos para Santiago (Chile), no horário.

Tudo ótimo e tudo certo. Desembarcamos em Santiago e ficamos esperando próximos ao portão de embarque do nosso vôo para São Paulo. Finalmente chegaríamos em casa.

Mas não foi bem isso o que aconteceu. Assim que chegou o horário designado mas nada de vôo. Fomos então informado de que o nosso vôo havia sido cancelado. Isso mesmo!

Muitas pessoas que haviam sido deslocadas de Lima (Peru), como a gente, e estavam aguardando esse vôo para ir embora para casa receberam a notícia de que não havia previsão para a saída do vôo.

Dessa forma, recebemos um vaucher de alimentação e ficamos no aeroporto, sem autorização para sair e sem saber a que horas sairia o nosso vôo. Um descaso total!

Ao final, aguardamos das 4h00 da manhã, quando o nosso vôo pousou em Santiago até às 15h00 quando finalmente o nosso vôo saiu.

Concluindo – Falha no serviço de transporte

Ficamos exaustos, sem duas noites de sono. Ainda mais quando tivemos que aguardar 9 horas no aeroporto para conseguir finalmente voltar para casa.

Tudo isso nos mostrou uma grande falha na prestação de serviço de transporte e no cuidado com o consumidor. Que é quem ao final sofre com o descaso e, principalmente, o cansaço gerado pela falta de atendimento correto.

Assim, o atraso e o cancelamento de vôo são passíveis de indenização caso haja dano aos consumidores. Ainda mais, em decorrência dessa falha no serviço!

Quando chegamos a São Paulo, depois de todo esse descaso procurei a justiça, através do Juizado Especial Cível.

Ao final recebemos uma indenização de R$ 8.000,00 (oito mil reais), sendo R$ 4.000,00 (quatro mil reais) por pessoa mais os danos materiais que cobramos o Uber do aeroporto de Guarulhos até em casa.

Quer saber sobre esse meu processo? Click aqui.

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